Imagine um cenário onde os aplicativos de delivery estão em uma batalha épica, oferecendo taxas zero e investimentos bilionários para conquistar restaurantes e consumidores. Parece um filme de ação, mas é a realidade do mercado brasileiro de entregas em 2025.
O Retorno dos Que Não Foram
O Rappi anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão até 2028, com 40% destinado à vertical de restaurantes. Além disso, prometeu zerar as taxas para os restaurantes nos próximos três anos. Já a 99Food, que havia saído do mercado, está de volta com dois anos de taxa zero e um investimento de R$ 400 milhões este ano, além de R$ 600 milhões em outros negócios.
A Estratégia do Zero
Essa tática de zerar taxas lembra a estratégia da Taobao na China, que desbancou o eBay ao oferecer serviços gratuitos para vendedores. A ideia é simples: atrair restaurantes e consumidores com custos reduzidos, mesmo que isso signifique prejuízo no curto prazo.
O iFood na Berlinda
Com mais de 80% do mercado, o iFood enfrenta desafios. Recentemente, houve greves de entregadores exigindo melhores condições, e a empresa teve que reajustar os pagamentos. Enquanto isso, Rappi e 99Food prometem remunerações mais atrativas para os entregadores.
Sustentabilidade da Estratégia
Especialistas questionam a viabilidade dessa guerra de preços. Igor Remígio, CEO do aiqfome, acredita que não cobrar taxas dos restaurantes é insustentável a longo prazo. Ele compara a situação a uma pizzaria tentando lucrar apenas com refrigerantes, deixando de lado a pizza.
A Chegada da Meituan
Para apimentar ainda mais a disputa, a gigante chinesa Meituan anunciou um investimento de US$ 1 bilhão no Brasil nos próximos cinco anos. A empresa pretende contratar 1.000 funcionários e oferecer uma gama de serviços para apoiar os restaurantes.
Conclusão
A guerra dos apps está apenas começando, e os próximos anos prometem mudanças significativas no mercado de delivery no Brasil. Resta saber quem sairá vencedor dessa batalha e, mais importante, quem pagará a conta no final.