Governo aumenta impostos e congela R$ 31 bi: a eterna busca pela tal “meta fiscal”

Mais uma vez, lá vamos nós… A equipe econômica liderada pelo incansável Fernando Haddad anunciou aquele combo clássico de todo governo que promete responsabilidade fiscal: aumentar impostos e cortar gastos — ou melhor, congelar. Tudo isso na esperança de, quem sabe, um dia, fechar as contas no azul, ou pelo menos não no vermelho sangue.

O congelamento de R$ 31,3 bilhões 🧊

Primeiro, o corte: o governo resolveu botar no freezer mais de R$ 31 bilhões em despesas não obrigatórias — ou seja, aquele dinheiro que poderia ir para investimentos, manutenção de serviços ou até para trocar o cafezinho frio do ministério. Agora vai tudo pra gaveta, na categoria “congelado até segunda ordem”. Mais detalhes virão na próxima semana, ou nunca, dependendo da boa vontade de Brasília.

O aumento do IOF 📈

Do outro lado da gangorra, claro, vem o aumento dos impostos. E não é qualquer imposto — estamos falando do queridíssimo IOF, aquele tributo que ninguém sabe direito para que serve, mas que todo mundo paga.

As mudanças:

1) IOF sobre câmbio:
Vai subir para 3,50% em duas categorias:

  • 💳 Cartão de crédito internacional: de 3,38% para 3,50%.
  • 💸 Remessas: de 1,10% para 3,50%.

Já o IOF sobre aplicações financeiras no exterior… bom, ia subir de 0,38% para 3,50%, mas o governo mandou uma notinha às 23h30 (claramente inspirados e bem descansados) voltando atrás. Agora ninguém sabe se é 0,38%, 1,1% ou um número sorteado. Quem investir que descubra!

Resumo: fazer aquela viagem internacional ou investir fora ficou mais caro. Melhor pensar duas vezes antes de comprar aquele ingresso para a Disney.


2) Novo imposto sobre previdência:
Agora quem colocar mais de R$ 50 mil mensais na previdência vai pagar 5% de imposto. Ou seja, o governo mandando um recado carinhoso para os investidores de alta renda: “paguem mais ou invistam menos”. O famoso “tax the rich”, só que sem glamour.


3) IOF sobre crédito PJ:
Empresas que quiserem pegar empréstimos ou financiamentos vão pagar mais também. O IOF subiu de 0,38% para 0,95% na contratação do crédito, além de aumentos na taxa ao dia e no teto ao ano. Resultado? Fica mais caro para empreender, investir ou, sei lá, tentar gerar empregos. Mas quem liga, não é mesmo?


Zoom out: o que tudo isso significa?

Na conta do Ministério da Fazenda, antes daquele revogaço de madrugada, essas medidas todas iriam trazer mais de R$ 20 bilhões em arrecadação já em 2025 e mais de R$ 40 bilhões em 2026.

Somando com o congelamento, estamos falando de um governo R$ 50 bilhões mais perto da tão sonhada meta fiscal — aquela entidade mística que todo ano parece que vai ser alcançada, mas nunca chega.

Segundo Haddad, “essas medidas parecem suficientes para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal”. Sim, claro, parece. Só não vale perguntar em público se ele realmente acredita nisso, porque aí complica.

Ah, e só pra constar: desde que começou o Lula III – A Vingança, o governo já anunciou medidas que vão gerar mais de R$ 200 bilhões de arrecadação extra, acima da inflação. É o famoso “pagar imposto é um ato de amor”. Só não disseram amor por quem.


Resumo da ópera: o governo aperta o cinto, corta daqui, aumenta dali e todos nós seguimos aplaudindo ou reclamando — mas sempre pagando, claro. Afinal, no Brasil, só há três certezas: a morte, os impostos e mais uma tentativa de cumprir a meta fiscal.

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