Trump ameaça impor tarifas de 50% à União Europeia e 25% em iPhones. A economia global treme, e a Apple também.
🥴 Achou que a guerra comercial tinha dado um tempo? Achou errado, querido!
Nesta sexta (23), direto de suas redes sociais favoritas (cof cof Truth Social), Donald Trump resolveu reabrir o baú da discórdia econômica, ameaçando um novo pacote de tarifas salgadas: 50% sobre produtos da União Europeia a partir de 1º de junho e 25% sobre todos os iPhones comprados nos EUA. Sim, até o seu modelo com a câmera nova que nem saiu ainda.
💥 Clima de paz? Nunca nem vi
O mundo financeiro, que já estava tentando respirar depois de meses de trégua nas tretas comerciais, entrou em parafuso. Bolsas americanas e europeias caíram, o dólar perdeu força e o ouro — aquele velho amigo dos investidores paranoicos — disparou. Tudo isso porque, aparentemente, Trump resolveu fazer cosplay de vilão do mercado de novo.
Segundo fontes da Casa Branca, o motivo da birra é simples: as negociações com a União Europeia estão lentas demais pro gosto dele. Então, como bom showman que é, Trump meteu o pé na porta, reclamou da “injustiça” nas vendas de carros americanos pra Europa e mandou um clássico:
“Não estou buscando um acordo. Já estabelecemos o valor: 50%. Mas se eles montarem a fábrica aqui, não tem tarifa.”
Climão, né?
🍎 E a Apple? Tá na mira também
Quem também entrou na lista negra do dia foi a Apple. Trump ameaçou meter uma tarifa de 25% em todos os iPhones vendidos nos EUA, caso eles continuem sendo fabricados fora do país. Lembrando que, atualmente, a Apple não fabrica iPhones em solo americano — e migrar a produção pra lá poderia inflacionar o preço do aparelho em centenas de dólares.
Como se não bastasse, Trump ainda disse que o tal imposto vale também pra “Samsung e qualquer um que faça esse tipo de produto”. Ou seja, o ataque é geral, sem freio e sem filtro. A Apple, por sua vez, preferiu fazer a egípcia e não comentou. Mas as ações da empresa despencaram 3% assim que o tweet presidencial foi postado.
📉 E o resto do mundo? Preocupado, claro
Os europeus tentaram manter a compostura. Maros Sefcovic, chefão do comércio da União Europeia, disse que a UE quer um acordo, mas baseado em respeito mútuo, não em ameaças. O primeiro-ministro holandês Dick Schoof resumiu bem:
“Já vimos antes que as tarifas sobem e descem nas conversas com os EUA.”
Tradução: a gente finge que tá tudo bem, mas já guardou o extintor no canto da sala.
A ameaça de tarifa nos produtos europeus atinge desde carros alemães até azeite italiano. Em 2023, as exportações da UE para os EUA somaram 500 bilhões de euros, sendo os principais vendedores: Alemanha, Irlanda e Itália. Tira isso da equação e a coisa complica (e muito).
🏭 Voltar a produzir nos EUA? Boa sorte
Trump quer que as empresas voltem a produzir tudo em casa, mas… spoiler: os EUA não têm estrutura pra fabricar iPhones em larga escala. A Apple até anunciou investimento de US$ 500 bilhões em nove estados americanos até 2028, mas isso não inclui produção de iPhones.
A real, segundo analistas, é que mesmo com boa vontade, a Apple não consegue atender a esse pedido presidencial antes de 2030. E olhe lá.
📊 Enquanto isso, no mundo real…
- Ações de montadoras alemãs e marcas de luxo despencaram.
- O CEO da Volvo disse que vai repassar os custos das tarifas pros clientes (claro).
- A expectativa é de que os consumidores americanos comecem a sentir no bolso, especialmente com produtos tecnológicos e de luxo.
🤔 Zé, e agora?
Essa nova rodada da guerra das tarifas promete render. Com eleições se aproximando nos EUA, Trump pode estar tentando marcar território com a velha retórica do “America First”. Mas o risco é claro: piorar ainda mais a já frágil economia global.
Se você achou que 2020 foi o auge da montanha-russa comercial… segura esse looping sem cinto de segurança.
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