Países ocidentais condenam Israel por bloqueio humanitário em Gaza. Reino Unido suspende negociações, UE revê acordos. Netanyahu acusa Europa de “obedecer ao Hamas”. Entenda a crise diplomática.
Lembra quando Israel tinha praticamente o mundo inteiro do seu lado no início do conflito com Gaza? Pois é, esses tempos acabaram. O apoio internacional está derretendo mais rápido que sorvete no verão carioca, e Netanyahu está descobrindo que diplomacia não é igual política interna.
De Herói a Vilão: A Reviravolta Diplomática
No começo da guerra, Israel contava com amplo respaldo internacional – aquela solidariedade automática que vem depois de ataques terroristas. Mas conforme o conflito se arrasta e as imagens ficam cada vez mais pesadas, o cenário virou contra Netanyahu.
É como assistir um filme onde você torce pelo protagonista no início, mas depois percebe que ele pode ser o vilão da história. Só que aqui não tem pipoca, tem consequências geopolíticas reais.
Europa Perde a Paciência
Na última semana, o Reino Unido, França e Canadá condenaram publicamente a nova ofensiva militar israelense e o bloqueio de comida, água e medicamentos para Gaza. E não foi só conversa mole – vieram com ações concretas:
🇬🇧 Reino Unido: Suspendeu negociações comerciais com Israel. Quando os britânicos param de fazer negócios, é porque a coisa ficou séria mesmo.
🇪🇺 União Europeia: Está discutindo rever o acordo de cooperação com Israel. Em linguagem diplomática, isso significa “vocês estão ferrados”.
🇪🇸🇮🇪🇳🇴 Espanha, Irlanda e Noruega: Reconheceram formalmente o Estado Palestino. Um trio que decidiu meter o bedelho de vez.
🇫🇷🤝🇸🇦 França e Arábia Saudita: Vão coorganizar uma conferência baseada no modelo de dois Estados. Porque quando França e Arábia Saudita se juntam para algo, você sabe que a situação saiu do controle.
Netanyahu Parte Para o Ataque (Verbal)
Em resposta às críticas, Netanyahu fez o que todo político encurralado faz: partiu para o ataque. Em vídeo, acusou os líderes europeus de “obedecer ao Hamas” e disse que eles estão “do lado errado da história”.
É a clássica estratégia do “vocês que não entendem nada”. O problema é que quando você está isolado diplomaticamente, atacar seus únicos aliados restantes pode não ser a jogada mais inteligente do xadrez geopolítico.
A declaração só ampliou o desconforto diplomático e reforçou a imagem de isolamento do premiê israelense. É como brigar com o garçom quando você já comeu metade do prato – tecnicamente você pode fazer, mas não vai ajudar muito.
Estados Unidos: O Silêncio Eloquente
Do outro lado do Atlântico, Donald Trump – que já declarou apoio firme a Israel no passado – agora evita declarações públicas sobre o assunto. Segundo fontes da Casa Branca (sempre essas “fontes”), ele está incomodado com o rumo da guerra.
Quando nem Trump quer se pronunciar sobre algo, é sinal de que a situação está realmente complicada. O homem que tem opinião sobre tudo, do clima à cor do gramado da Casa Branca, prefere ficar quieto sobre Israel.
A estratégia americana agora é pressionar nos bastidores, longe dos holofotes. É aquela diplomacia do “faz o que tem que fazer, mas não me envolve nisso publicamente”.
O Tiro Que Saiu Pela Culatra
Autoridades israelenses já haviam alertado Netanyahu de que o bloqueio à ajuda humanitária teria efeito contrário: afastaria os aliados sem enfraquecer o Hamas. Foi um daqueles momentos “eu avisei” que todo assessor odeia dar.
Mas o governo seguiu com os planos mesmo assim, porque aparentemente ouvir conselhos não é o forte da atual administração israelense. É como ignorar o GPS e depois reclamar que se perdeu.
Gaza: O Plano Que Ninguém Quer Apoiar
O governo israelense ainda mantém planos de desalojar toda a população da Faixa de Gaza, o que promete ampliar ainda mais o isolamento internacional. É como dobrar a aposta quando todo mundo já saiu da mesa de pôquer.
A lógica parece ser: se já estamos isolados, vamos ficar isolados fazendo exatamente o que queremos. É uma estratégia corajosa, para dizer o mínimo.
O Preço da Teimosia
O que estamos vendo é um caso clássico de como a teimosia política pode custar caro no cenário internacional. Israel começou com amplo apoio depois de sofrer ataques terroristas, mas conseguiu transformar solidariedade em críticas em tempo recorde.
A questão é simples: quando você está numa situação delicada, cada movimento conta. E aparentemente, Netanyahu escolheu todos os movimentos errados na cartilha diplomática.
Conclusão: Isolamento Não É Estratégia
No final das contas, Israel está aprendendo da pior forma que apoio internacional não é infinito. Mesmo países tradicionalmente aliados têm limites para o que estão dispostos a tolerar, especialmente quando envolve bloqueios humanitários.
A situação toda serve como lembrete de que diplomacia é como crédito: leva tempo para construir, mas pode ser destruída rapidamente. E uma vez perdida, é muito mais difícil de recuperar.
Netanyahu pode continuar acusando todo mundo de estar “do lado errado da história”, mas quando você está sozinho contra o mundo, talvez seja hora de repensar quem realmente está do lado errado.