Contrabando-cigarro

Cigarro é legal, mas virou o rei do contrabando no Brasil 🚬

No Brasil tudo é possível: até um produto legalizado virar o mais contrabandeado do país. Sim, estamos falando do bom e velho cigarro, que, mesmo com comercialização autorizada, domina o mercado ilegal como se fosse o Pablo Escobar da esquina.

Em 2024, o país perdeu R$ 471 bilhões com pirataria, sonegação, falsificação e contrabando. É tanto dinheiro perdido que dava pra fazer o L, o R e ainda sobrar pro Pix.

Paraguai, o fornecedor oficial da galera

Quase 85% dos cigarros ilegais vêm direto do nosso vizinho Paraguai, terra onde o Marlboro reina mais que político em reeleição.

Chegam ao Brasil até 60% mais baratos, sem pagar um centavinho de imposto. E a gente sabe que brasileiro adora uma promoção, mesmo que venha sem nota fiscal.

Receita tá fumando sem tragar

Só em 2024, 40% das apreensões da Receita Federal foram de cigarros contrabandeados. Isso representa um prejuízo de R$ 10,5 bilhões — e olha que nem estamos contando as lágrimas do Ministério da Fazenda.

Ah, e os cigarros eletrônicos? Viraram tendência de contrabando! O aumento nas apreensões foi de impressionantes 190%. Se continuar assim, o próximo passo é vape com frete grátis e cupom no Mercado Livre do crime.

Crime organizado e imposto desorganizado

A treta vai além de vender cigarro escondido. O buraco é mais fundo que carteira de brasileiro no fim do mês:

– Crescimento do crime organizado 🕵️

– Concorrência desleal com quem paga imposto 🧾

– Perda de recursos pra saúde, educação e aquele asfalto que nunca chega 🛣️

Ou seja, o contrabando virou uma espécie de Robin Hood às avessas: tira do governo e entrega pra máfia.

E-commerce: o novo camelô de luxo

Antes da pandemia, só 10% das vendas ilegais rolavam pela internet. Agora, já são 36%, com um prejuízo estimado de R$ 100 bilhões.

Ou seja, o camelô de hoje atende pelo Instagram e entrega por motoboy.

Conclusão: o cigarro pode até ser legal, mas o sistema… nem tanto 💸

O Brasil é tão criativo que conseguiu transformar um produto liberado num ícone do crime.

E enquanto isso, o rombo nos cofres públicos cresce, o cigarro entra pela fronteira sem convite, e a Receita só observa com um cigarrinho apagado na mão.