Ex-presidente recebe reparação por perseguição na ditadura; decisão envolve indenização, reconhecimento oficial e… aquele clássico pedido de desculpas
Prepare-se: a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, numa sessão cheia de formalidades e frases bonitas, decidiu nesta quinta-feira (22) conceder anistia política à ex-presidente Dilma Rousseff. Sim, ela mesma! Além do reconhecimento, o Estado brasileiro vai pagar uma indenização de R$ 100 mil — em prestação única, porque ninguém merece esperar parcelado.
Segundo o conselheiro Rodrigo Lentz, relator do caso, o objetivo é oficializar a anistia e, claro, o famoso “pedido de desculpas” do Estado pelas perseguições que Dilma sofreu durante a ditadura militar. Afinal, depois de mais de 50 anos, nada como uma reparação acompanhada de um pix simbólico, não é mesmo?
O que rolou? Entenda o resumo da ópera
- A comissão votou a favor da anistia política e indenização.
- A justificativa? Perseguições sofridas por Dilma entre 1969 e 1988.
- Valor: R$ 100 mil, o teto legal.
- A ex-presidente foi presa, torturada e expulsa da faculdade por sua militância de esquerda.
- O pedido de anistia foi feito em 2002, negado em 2022 (na era Bolsonaro) e agora aceito em 2025.
O relator, todo pomposo, frisou: “Em nome do Estado brasileiro, pedimos desculpas pela perseguição”. Tá, o discurso foi bonito, mas na prática, fica aquele velho ditado: antes tarde do que mais tarde.
Dilma, a militante e “coração valente”
Pra quem faltou nessa aula de História: Dilma, nos anos 60 e 70, integrou grupos como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em 1970, acusada de “subversão” — termo da época para quem se atrevia a ir contra o regime militar.
E não, não foi só uma passadinha pela cadeia: Dilma foi condenada a mais de seis anos, sofreu torturas brutais como socos, choques e pau de arara. Em depoimento emocionado, ela mesma disse: “As marcas da tortura fazem parte de mim”. Pesado.
O veredito final — com direito a aplausos
No fechamento da sessão, Ana Maria Lima de Oliveira, presidente da Comissão, não economizou na emoção: “Dilma, ‘coração valente’, o Estado brasileiro lhe pede desculpas… e agradece por sua luta pela democracia”. O discurso foi longo, cheio de reverências e, honestamente, merecia até uma trilha sonora dramática.
E agora, José?
A decisão acende discussões sobre como o Brasil lida com as feridas da ditadura. Alguns aplaudem a reparação, outros questionam: “Depois de tanto tempo, pra quê?”. De qualquer forma, a grana vai cair e o pedido de desculpas está na praça. Quem quiser, que critique. Quem não quiser… bem, que leia outra notícia.
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