Correios atrasam repasses ao Postalis mesmo após acordo de R$ 7,6 bi. Débito já passa de R$ 120 milhões e gestão Fabiano é cobrada.
Mesmo com um acordo bilionário, a estatal segue atrasando o básico: o futuro dos seus funcionários.
A novela dos Correios com o Postalis, o fundo de pensão dos funcionários da estatal, ganhou mais um capítulo digno de drama mexicano. Depois de confessar uma dívida de R$ 7,6 bilhões em 2023, a gestão atual da empresa resolveu brincar de esconde-esconde com os repasses. Resultado? Dois meses inteiros de atraso e um calote acumulado de cerca de R$ 120 milhões. 👏
💸 Dois planos, dois rombos
O atraso atinge dois planos previdenciários importantes:
- Postalprev (aquele da previdência complementar): R$ 42,2 milhões de atraso
- PBD (Plano de Benefício Definido): R$ 95,5 milhões não pagos
A cereja do bolo? Esses valores foram confirmados por gente de dentro da diretoria financeiro-econômica. Claro, sob anonimato — porque ninguém quer ser o carteiro da má notícia, né?
📉 Como chegamos aqui?
Lá em 2023, os Correios assinaram um contrato de confissão de dívida com o Postalis. Era uma forma de tentar remendar o rombo do PBD, fechado para novos participantes desde 2008. A empresa ficou responsável por metade da bomba (R$ 7,6 bi), enquanto a outra metade caiu no colo dos próprios funcionários, que têm o desconto direto na folha. Porque, né, com trabalhador não tem moleza.
A origem do buraco? Investimentos péssimos entre 2011 e 2016, nos tempos dourados do governo Dilma. Só de prejuízo direto, foram R$ 4,7 bilhões — que, corrigidos pela inflação, viram R$ 9,1 bilhões. Isso mesmo, quase 60% do rombo total veio dessa fase maravilhosa de gestão. 🎯
🧾 Funcionário paga em dia. A empresa, nem tanto.
Enquanto o trabalhador vê o desconto certinho no holerite, os Correios vão empurrando os boletos com a barriga. Mas calma: eles têm uma estratégia genial pra não serem processados! A mágica é não deixar os atrasos ultrapassarem 90 dias. Antes disso, pagam uma parcela aqui, outra ali, e fingem que está tudo bem. 🤡
💣 E a conta só cresce

O atraso sai caro:
- Postalprev: 1% de juros ao mês + 2% de multa
- Plano BD: 0,03% de juros ao dia + 2% de multa
Acredite, esse carnê do calote vai ficando cada vez mais salgado.
🔥 Pressão dentro e fora
A situação está tensa até dentro do próprio fundo. Hudson Alves da Silva, o presidente do conselho deliberativo do Postalis, vai ter que se explicar na próxima reunião. Spoiler: ele também é superintendente de finanças dos Correios, ou seja, é o responsável por… pagar. E não tá pagando. 💀
🥩 O churrasqueiro da crise
A gestão atual dos Correios é liderada por Fabiano Silva dos Santos, o famoso “churrasqueiro do Lula”. Ex-militante do PT, próximo de José Dirceu, indicado por Lula e crítico da Lava Jato, ele assumiu com a promessa de barrar a privatização. Mas até agora entregou só o maior prejuízo da história da estatal em 2024 — com bônus de atrasos, falta de transparência e gastos descontrolados. Viva!
🤫 Sem resposta
Procurados pela imprensa, os Correios fingiram de morto e não responderam até o fechamento desta edição. Mas o espaço segue aberto — igual ao buraco nas contas.