EUA e China apertam o “botão soneca” da guerra comercial
Depois de semanas trocando tarifas como quem troca indiretas em grupo de família no WhatsApp, Estados Unidos e China decidiram dar um “pause” na guerra comercial. A trégua é de 90 dias — ou seja, uma eternidade em termos diplomáticos — tempo suficiente para os dois lados fingirem que estão tentando um acordo real e não apenas empurrando o problema com a barriga.
💵 Tarifas recuaram do absurdo para o ainda-ridículo:
- EUA: de 145% para uns modestos 30%
- China: de 125% para “só” 10%
Mas calma lá, esse spa tarifário não é para todo mundo. Setores como aço, alumínio, carros e medicamentos continuam levando porrada sem dó. Afinal, ninguém quer facilitar a vida do outro completamente, né?
🎯 Quem perde mais nesse braço de ferro?
📉 EUA: Nem sentiu cócegas. As exportações para a China representam menos de 0,5% do PIB americano — o equivalente a um Big Mac na balança comercial.
📉 China: Já toma mais calor: só as exportações para os EUA são 2,8% do PIB do país. Traduzindo: os EUA podem fingir que não se importam, a China já tá suando frio.
Aliás, os americanos estão até curtindo o momento: em abril, o Tio Sam quebrou recorde de arrecadação com tarifas: US$ 16,3 bilhões — um salto olímpico de US$ 7,6 bilhões comparado a março. É tipo aplicar imposto e ainda sair ganhando like no Instagram.
📈 Wall Street de ressaca boa
A galera do mercado, que vive no modo “ansioso em tempo real”, adorou a pausa:
- Em Xangai, os índices subiram mais do que sobrancelha de economista desconfiado.
- O yuan deu uma valorizada marota, o maior nível em 6 meses.
- Nas bolsas da Europa e em Wall Street, o clima foi de alívio: parecia até que anunciaram feriado prolongado com bônus.
E agora?
A pausa é tipo aquele “vamos conversar depois” do casal em crise: dá esperança, mas não resolve nada. Com 90 dias no cronômetro, o mundo torce por um acordo… ou, pelo menos, mais boas manchetes.
Porque se tem uma coisa que Estados Unidos e China sabem fazer bem, é dar espetáculo — mesmo quando estão se estrangulando com gravata de seda e terno Armani.