Harvard? Só se for com green card!

Sim, você leu certo. Em mais um episódio de “Como sabotar a educação de elite em nome da pátria”, o governo Trump decidiu bloquear o direito da Universidade de Harvard de matricular alunos estrangeiros. E não para por aí: os que já estão por lá terão que dar tchauzinho ou mudar de faculdade rapidinho, sob pena de ficarem ilegais nos EUA. Isso tudo foi anunciado com pompa e rigidez pelo Departamento de Segurança Interna, nesta quarta (22).

A ordem veio diretamente da secretária Kristi Noem, que acusou Harvard de estar “fomentando violência, antissemitismo e colaborando com o Partido Comunista Chinês”. Sim, o mesmo Harvard que forma médicos, engenheiros, cientistas e pesquisadores premiados no mundo inteiro.

👀 O motivo real? Harvard se recusou a entregar informações exigidas por Noem sobre alguns estudantes internacionais. A retaliação foi imediata e certeira. Parece até birra de quem não passou no vestibular.

🎓 A treta da vez

Segundo o governo Trump, aceitar estudantes estrangeiros não é um direito, é um privilégio — principalmente quando esses estudantes pagam fortunas em mensalidades que ajudam a engordar os cofres bilionários da universidade. “Chega de dar palco pra elite progressista!”, gritou Trump (não literalmente, mas bem que daria um bom tweet dele).

Harvard, por sua vez, soltou uma nota nada básica chamando a decisão de “ilegal” e acusando o governo de perseguição descarada. “Isso prejudica não só a comunidade de Harvard, mas também a educação e a pesquisa nos EUA como um todo”, escreveu a instituição, enquanto já prepara planos B, C e D para tentar proteger seus alunos.

🌍 Mas o que tem a ver com a gente?

Bom, pra começo de conversa, quase 27% dos alunos da Harvard hoje são internacionais. Isso é mais de 6.800 cabeças espalhadas pelos cursos mais disputados do planeta — gente do mundo todo que foi pra lá estudar, pesquisar e, em alguns casos, fazer contatos com futuros chefes de Estado.

Além disso, essa medida faz parte de um plano maior de Trump, que resolveu travar guerra contra universidades privadas americanas que, segundo ele, “promovem ideologias antiamericanas, marxistas e da esquerda radical”. Ou seja, se você vota no Bernie Sanders, nem tente pegar visto de estudante.

📉 Resumo da ópera:

Trump decidiu que Harvard virou ninho de comunistas e estrangeiros suspeitos, e resolveu cortar o mal pela raiz. O problema é que, no processo, ele também cortou oportunidades, diversidade e uma boa parte da inteligência global. Nada como começar o dia sabotando o futuro do país, né?

Se Harvard fosse uma série da Netflix, essa temporada se chamaria:

🧳 Expulsos com Excelência: O Reality da Elite Acadêmica.

E a gente? A gente acompanha de camarote!

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