Kaká manda o papo sobre trabalhar com Ancelotti na Seleção: “Se pintar a chance…”

Enquanto Neymar jogava de presidente e o Allianz Parque virava palco da Kings League (basicamente uma mistura de futebol com TikTok), quem apareceu por lá com pinta de executivo europeu foi ele: Kaká, o galã dos anos 2000, o último brasileiro a ser coroado melhor do mundo sem precisar tatuar o corpo inteiro.

No meio das selfies, autógrafos e da inevitável nostalgia, nosso ex-camisa 22 soltou uma daquelas frases que parecem recado direto pro RH da CBF:

“Se a Seleção achar que eu posso ajudar, eu tô pronto”, disse Kaká com a humildade de quem já foi treinado 270 vezes pelo lendário Carlo Ancelotti, venceu a Champions, o Mundial e fez Cristiano Ronaldo parecer só um estagiário em 2007.

Kaká, aliás, não ficou parado vendo vídeos motivacionais no YouTube desde que pendurou as chuteiras. Não senhor. O cara fez curso de gestão esportiva em Harvard (sim, a Harvard de verdade, não o EAD com nome gringo), fez o curso de técnico da CBF, viveu Copas do Mundo e já usou aquele terno bonito de quem fala “projeto” e “estrutura” em reunião.

“Me preparei. Fiz tudo direitinho. Se surgir a oportunidade, volto a servir a Seleção”, avisou. Tradução: Ancelotti, me liga.

Mas, como toda novela brasileira precisa de um plot político, o nome do momento nos bastidores da CBF é Samir Xaud — que, por enquanto, finge que não sabe de nada. Questionado se Kaká e Cafu poderiam compor a futura equipe técnica com Ancelotti, Xaud fez a clássica resposta de político em campanha:

“Ainda não tenho esse conhecimento para lhe passar… mas posso lhe passar quando souber.”

Ou seja: vai depender do clima, da eleição e talvez do signo do ascendente de cada um.

No fim das contas, o Brasil inteiro segue na expectativa do “novo ciclo da Seleção” — esse termo que significa tudo e absolutamente nada ao mesmo tempo. Mas uma coisa é certa: se Kaká voltar, pelo menos teremos alguém no banco que já ganhou uma Copa… de verdade.