Reforma do Imposto de Renda 2026: quem ganha até R$ 5 mil fica isento e super ricos pagam mais
Olha só quem não vai ter a tabela do Imposto de Renda atualizada integralmente! Isso mesmo, você, brasileiro médio que ganha o suficiente pra pagar imposto, mas não o bastante pra ser considerado “rico” por quem manda na caneta.
Sim, atualizar toda a tabela de IR sairia pela bagatela de mais de R$ 100 bilhões por ano. E como já diria qualquer político sensato: “essa conta não fecha”. Afinal, não dá pra abrir mão dessa grana toda… quem bancaria as emendas, as obras superfaturadas e os cafezinhos do Congresso?
Então, o governo fez o que sempre faz quando o cobertor é curto: puxou só até a base, onde o impacto político e social é maior — ou seja, onde dá voto. Estratégia velha e manjada, mas que segue funcionando como nunca.
O que vai mudar? Segura essa:
✅ Quem ganha até R$ 5 mil por mês: parabéns, você vai parar de pagar Imposto de Renda. Mas não se iluda, isso não é generosidade — é estratégia.
✅ De R$ 5 mil a R$ 7 mil: você vai ter um “desconto parcial”. Parabéns também, você ganhou um “meio-alívio”.
✅ Acima de R$ 7 mil: segue o jogo, pagando do jeitinho que já paga. Afinal, alguém tem que bancar essa brincadeira, né?
Resultado? Aproximadamente 10 milhões de brasileiros deixam de pagar IR. Aplausos! Mas, calma, nada é de graça. O governo vai compensar os R$ 25 bilhões que vai deixar de arrecadar com quem? Claro, com os “super ricos”.
A vingança contra os ricaços!
A mira agora é quem ganha mais de R$ 50 mil por mês — esses aí, segundo a lógica estatal, acordam nadando em dinheiro e podem muito bem bancar o rombo. Mas, veja bem, o governo é “razoável”: não vai cobrar além de 34% para empresas e 45% para instituições financeiras. Que alívio, não é mesmo?
Só pra lembrar: a tabela do IR não é reajustada “de verdade” desde 1996. Sim, amigo, você que nasceu ou cresceu nos anos 90, saiba que sua tabela fiscal parou no tempo como se fosse um Tamagotchi. Segundo o Dieese, a defasagem já passa dos 150%. Mas calma… vai que um dia, num futuro utópico, alguém resolve mexer nisso. Só não espere sentado.
Enquanto isso, seguimos todos sobrevivendo entre a faixa de isenção e a faixa de ilusão.
Moral da história: quem ganha pouco agora paga menos, quem ganha muito paga mais, e quem governa segue fazendo contas de padaria pra manter o sistema de pé. E a tabela do IR? Continua ali… defasada, esquecida, e, claro, rendendo mais do que nunca.