Tá Chegando a Tempestade

Os primeiros sintomas não estão mais só nos bastidores. Empresas estão travando investimentos, segurando compras de máquinas e equipamentos como quem pensa duas vezes antes de comprar um iPhone novo em ano de inflação alta. A confiança de empresários e consumidores começa a escorregar, e o motivo é conhecido: o retorno do caos tarifário patrocinado por Donald Trump.

Sim, ele mesmo. Com seu estilo sutil como uma britadeira, Trump está provocando incertezas em tudo que envolve comércio exterior. As ameaças de novas tarifas e os ruídos nas relações com parceiros comerciais voltaram com força. E, vamos combinar, mercado odeia incerteza quase tanto quanto odeia relatório trimestral ruim.

As empresas travaram. E agora?

O ambiente de negócios nos EUA está ficando mais gelado do que freezer de sorveteria. Quando as empresas param de investir, a engrenagem da economia desacelera. Isso afeta a produção, o emprego e, claro, o bolso do consumidor.

E o investidor? A galera de Wall Street já sacou que tem algo estranho no ar. Os indicadores de atividade industrial começaram a piscar em amarelo. O setor de manufatura está patinando, e o setor de serviços, apesar de mais resiliente, também começa a tossir.

E a política monetária?

O Fed (o banco central dos EUA, para os íntimos) está naquela encruzilhada clássica: se abaixar os juros pra dar uma força na economia, pode reacender a inflação. Se mantiver os juros altos, pode empurrar a recessão ladeira abaixo.

Traduzindo: estamos num daqueles momentos em que qualquer decisão tem cara de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

O que isso significa pro Brasil?

Bom, quando os EUA espirram, o mundo inteiro pega gripe. Isso afeta exportações, preço de commodities, valor do dólar e até o humor do investidor por aqui. Em outras palavras: não dá pra ignorar esse barril de pólvora lá fora.


A moral da história? Recessão não bate na porta com antecedência — ela entra, tira os sapatos e se espalha pela casa. Fique de olho, proteja seus investimentos, e talvez… evite prometer crescimento em ano de eleição americana.