Virginia Fonseca na CPI das BETs: quando o “publi” vira caso de polícia

Prepare-se, leitor. Essa história tem mais reviravolta que série de advogado da Netflix.

Virginia Fonseca, a influenciadora com milhões de seguidores, dona de marcas, esposa do Zé Felipe e rainha dos “Oi, genteee!”, trocou o ring light pelo microfone da CPI das Apostas Esportivas (também conhecida como “CPI das BETs”). E não, ela não foi convidada para dar dicas de skincare — ela foi convocada mesmo. Tipo chamada oral no Senado.


Mas o que a Virginia tem a ver com isso?

Se você estava muito ocupado tentando entender a final do BBB e perdeu os capítulos anteriores, a gente te atualiza.

A CPI das BETs está investigando o suposto aliciamento de influenciadores digitais para promover plataformas de apostas ilegais, manipulação de resultados esportivos e toda uma mistura perigosa de dinheiro fácil, desinformação e publi suspeita.

E aí… advinha quem apareceu nos documentos da comissão? Sim, ela mesma: Virginia! Tudo por causa de campanhas publicitárias feitas para casas de apostas que estão, digamos, no limbo regulatório brasileiro (ou seja: proibido mesmo, mas com website gringo e atendimento em português).


A convocação: “meu Deus, que micoooo!”

Ao ser chamada para depor, Virginia fez o que qualquer pessoa pública faria em pleno 2025: soltou um story dramático com trilha de Taylor Swift e uma nota oficial dizendo que vai colaborar com as autoridades.

Ela afirmou que fez publis com contratos legais, emitindo nota, pagando imposto e tudo nos conformes (pelo menos segundo os advogados dela, que devem estar suando mais que Peru no fim do ano).

O problema das BETs: muito além do publi

A real é que o buraco é mais embaixo. A CPI está de olho em uma verdadeira máfia do jogo digital, com suspeitas de manipulação de partidas, lavagem de dinheiro e vício entre jovens.

E quando influenciadores com milhões de seguidores — a maioria bem jovem — começam a promover esse tipo de plataforma com um “use meu cupom e ganhe R$ 100 grátis”, a coisa desanda.

Virginia, como uma das maiores influenciadoras do país, virou símbolo (injustamente ou não) desse rolo. E por isso foi parar na berlinda.


E agora, José? Ou melhor, Zé Felipe?

A presença da Virginia na CPI marca um divisor de águas entre o que é publipost inofensivo e o que pode se tornar uma baita dor de cabeça judicial.

É o início de uma era onde influenciadores vão ter que pensar duas vezes antes de aceitar qualquer campanha com promessa de grana fácil. Spoiler: o Código Penal não dá like.


Moral da história:

  • Nem todo publi vale a pena.
  • Leia os contratos (ou pague alguém muito bom pra fazer isso).
  • O que você posta pode te levar longe… tipo até Brasília.